AEE novo
olhar,novo modelo
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“O modelo dos modelos almejado por Palomar deverá servir
para obter modelos transparentes, diáfanos, sutis como teias de aranha; talvez
até mesmo para dissolver os modelos, ou até mesmo para dissolver-se a si
próprio.”(Ítalo Calvino)
A
frase acima nos leva a refletir sobre o
papel da escola, sobre o novo e grande olhar para inclusão, novas
práticas, reavaliação, parcerias, atitudes, reconhecimento as singularidades ,
as necessidades educacionais específicas.
A
obtenção de novos modelos começa com atitudes, a implantação das Sala de
recursos multifuncionais fez e faz
diferença, passou-se “a olhar” pelas crianças que tem necessidades específicas ofertando:
-
espaço físico, mobiliários, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de
acessibilidade e equipamentos específicos;
- matrícula no AEE de alunos matriculados no
ensino regular da própria escola ou de outra escola;
-
Cronograma de atendimento aos alunos;
Plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas
dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem
desenvolvidas;
-
Outros profissionais da educação: tradutor intérprete de Língua Brasileira de
Sinais, guia-intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente ás
atividades de alimentação, higiene e locomoção;
-Carga
horária para os alunos do AEE, individual ou em pequenos grupos, de acordo com
as necessidades educacionais específicas;
- Professores com formação para atuação nas salas de
recursos multifuncionais;
- Profissionais de apoio às atividades da vida diária e para
a acessibilidade nas comunicações e informações, quando necessário;
- Articulação entre os professores da educação especial e do
ensino regular e a formação continuada de toda a equipe escolar;
- Participação das famílias e interface com os demais
serviços públicos de saúde, assistência, entre outros necessários;
É
aí que entra o papel do professor de AEE que pouco a pouco através de
investigações vai tecendo fio a fio buscando aqui e ali formando uma teia enorme
para que forças sejam unidas e a inclusão de fato aconteça.
Os
itens abaixo são muitos dos fios finos e delicados tecidos pelo professor de
AEE:
• Elaboração, execução e avaliação do plano de AEE do
aluno;
• Definição do cronograma e das atividades do
atendimento do aluno;
• Organização de estratégias pedagógicas e
identificação e produção de recursos acessíveis;
• Ensino e desenvolvimento das atividades próprias do
AEE, tais como: Libras, Braille, orientação e mobilidade, Língua Portuguesa
para alunos surdos; informática acessível; Comunicação Alternativa e
Aumentativa - CAA, atividades de desenvolvimento das habilidades mentais
superiores e atividades de enriquecimento curricular;
• Acompanhamento da funcionalidade e usabilidade dos
recursos de tecnologia assistiva na sala de aula comum e ambientes escolares;
• Articulação com os professores das
classes comuns, nas diferentes etapas e modalidades de ensino;
• Orientação aos professores do ensino
regular e às famílias sobre os recursos utilizados pelo aluno;
• Interface com as áreas da saúde,
assistência, trabalho e outras.
A
cada experiência os modelos dos modelos vão se modificando, pois cada ser é
singular, precisa de ser visto na sua peculiaridade, e o Atendimento
Educacional Especializado veio para que pouco a pouco cada aluno com
necessidade específica possa ser visto, avaliado e reconhecido nas
habilidades que pode e sabe fazer.
Referência
Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de
Educação Especial. Manual de
Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais, 2010.

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