quarta-feira, 25 de junho de 2014


       AEE novo olhar,novo modelo
                                              imagem-www.agitors.com

“O modelo dos modelos almejado por Palomar deverá servir para obter modelos transparentes, diáfanos, sutis como teias de aranha; talvez até mesmo para dissolver os modelos, ou até mesmo para dissolver-se a si próprio.”(Ítalo Calvino)
A frase acima nos leva a refletir sobre o  papel da escola, sobre o novo e grande olhar para inclusão, novas práticas, reavaliação, parcerias, atitudes, reconhecimento as singularidades , as necessidades educacionais específicas.
A obtenção de novos modelos começa com atitudes, a implantação das Sala de recursos multifuncionais fez  e faz diferença, passou-se “a olhar” pelas crianças que tem necessidades específicas  ofertando:
- espaço físico, mobiliários, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos;
-  matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola;
- Cronograma de atendimento aos alunos;  Plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas;
- Outros profissionais da educação: tradutor intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia-intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente ás atividades de alimentação, higiene e locomoção;
-Carga horária para os alunos do AEE, individual ou em pequenos grupos, de acordo com as necessidades educacionais específicas;

- Professores com formação para atuação nas salas de recursos multifuncionais;
- Profissionais de apoio às atividades da vida diária e para a acessibilidade nas comunicações e informações, quando necessário;
- Articulação entre os professores da educação especial e do ensino regular e a formação continuada de toda a equipe escolar;
- Participação das famílias e interface com os demais serviços públicos de saúde, assistência, entre outros necessários;
 Ítalo Calvino fala em modelos sem que haja prejuízo na percepção e sutis como teias de aranhas.

É aí que entra o papel do professor de AEE que pouco a pouco através de investigações  vai tecendo fio a fio  buscando aqui e ali formando uma teia enorme para que forças sejam unidas e a inclusão de fato aconteça.
Os itens abaixo são muitos dos fios finos e delicados tecidos pelo professor de AEE:

• Elaboração, execução e avaliação do plano de AEE do aluno;
• Definição do cronograma e das atividades do atendimento do aluno;
• Organização de estratégias pedagógicas e identificação e produção de recursos acessíveis;
• Ensino e desenvolvimento das atividades próprias do AEE, tais como: Libras, Braille, orientação e mobilidade, Língua Portuguesa para alunos surdos; informática acessível; Comunicação Alternativa e Aumentativa - CAA, atividades de desenvolvimento das habilidades mentais superiores e atividades de enriquecimento curricular;
• Acompanhamento da funcionalidade e usabilidade dos recursos de tecnologia assistiva na sala de aula comum e ambientes escolares;
• Articulação com os professores das classes comuns, nas diferentes etapas e modalidades de ensino;
• Orientação aos professores do ensino regular e às famílias sobre os recursos utilizados pelo aluno;
• Interface com as áreas da saúde, assistência, trabalho e outras.

A cada experiência os modelos dos modelos vão se modificando, pois cada ser é singular, precisa de ser visto na sua peculiaridade, e o Atendimento Educacional Especializado veio para que pouco a pouco cada aluno com necessidade específica possa ser visto, avaliado e reconhecido nas habilidades  que pode e sabe fazer.
Referência
Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Manual de Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais, 2010.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Pranchas de Comunicação- Higiene Pessoal




Pranchas de Comunicação
As formas mais comuns de comunicação são a oral e a escrita, mas o processo comunicacional inclui também gestos e expressões corporais e também envolve aspectos relativos à intersubjetividade como a reciprocidade e as crenças dos sujeitos em interação (TOMASELLO, 2003).
De acordo com BEZ(2010) o  uso da Comunicação Alternativa surge justamente para apoiar esse processo de comunicação, propiciando subsídios, ao suplementar, complementar ou construir um processo de comunicação. No caso de sujeitos com déficits de comunicação, para que ocorra o desenvolvimento, há estudos,  que evidenciam que o uso de estratégias de mediação acrescido da utilização da comunicação alternativa e recursos de alta e baixa tecnologia proporcionaram aos sujeitos com Transtornos Globais do Desenvolvimento  um aumento de sua interação social e da ampliação da comunicação.
                                         Pranchas de Higiene Pessoal
As atividades de vida diária são imprescindíveis, as pranchas abaixo podem ser utilizadas com alunos a partir dos três anos, na sala de AEE, na residência e na sala regular com o intuito de leva-lo a expressar suas necessidades, como também trabalhar sua rotina diária como a higiene pessoal.

       
                          




                                                                Imagens-fonte-google

 Pranchas temáticas  com símbolos , ações, indicando  rotina da vida diária ,como; tomar banho ,escovar os dentes, lavar as mãos ,se vestir, ir ao banheiro, dormir, fazer a barba...O professor de AEE inicia  o trabalho confeccionando o material para sua sala ,em seguida para família utilizar diariamente e para sala regular onde o professor irá utilizá-la de acordo com sua rotina e ou necessidade. São figuras pregadas  em cartolinas ou papel peso 40, onde o professor de AEE ,pais e ou professor da sala regular vai trabalhando gradualmente pregando e associando a ação até que monte uma sequência  de acordo com a realidade e necessidade do aluno. As figuras devem ser coladas com fita gomada ou velcro para facilitar adequações.
Sartoretto(2010),afirma  que a comunicação alternativa é implantada tendo em vista o desenvolvimento de uma competência operacional do aluno (entendimento e apropriação que o aluno faz do seu recurso de comunicação) e a competência funcional do recurso(efeito que estes recursos  fazem no contexto real e da escola).Ainda de acordo com a autora não basta saber utilizar-se da comunicação alternativa no espaço do AEE. Na escola, na família, e demais lugares de interesse, o aluno necessitará de parceiros disponíveis a aprender e interagir.

Referência:
Bez. Maria Rosangela. Linguagem e Comunicação. In: Curso de Atendimento Educacional Especializado. Disciplina: AEE E TGD. 2014.
SARTORETTO,Mara Lúcia.A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar:recursos pedagógicosacessíveis e comunicação aumentativa alternativa/Mara Lúcia Satoretto, Rita de Cássia Reckziegel Bersch.-Brasília: Ministério da Educação,Secretaria de Educação Especial;(Fortaleza)Universidade Federal do Ceará ,2010.


terça-feira, 15 de abril de 2014


Surdocegueira e  Deficiência Múltipla


                  imagem.elaineaee.blogspot.com

               imagem.olhos da alma .com.br



Surdocegueira é uma condição que   apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez.Lagati(1995, p.306)
McInnes (1999) subdivide  as pessoas com surdocegueira em quatro categorias:
- Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos;
-Indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos;
-Indivíduos que se tornaram surdocegos;
-Indivíduos que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente; 
Denomina-se surdocego àquele que possui dificuldades visuais e auditivas, independentemente da sua quantidade. “Uma pessoa que tenha deficiências visuais e auditivas de um grau de tal importância, que esta dupla perda sensorial cause problemas de aprendizagem, de conduta e afete suas possibilidades de trabalho, é denominada surdocega”. OLSON, Stig, Surdocegueira. Apresentação na “A surdez: um mundo de encontro”, Santa Fé de Bogotá, 1995.

Deficiência múltipla- são pessoas que têm mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas , revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou  menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social. (MEC /SEESP, 2002).Esse grupo  constitui pessoas com características  específica e peculiares, com necessidades únicase se faz necessário atenção a comunicação e o posicionamento.
“O termo deficiência múltipla tem sido utilizado, com freqüência, para caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas.” (MEC – 2006)
“Considera-se uma criança com deficiência múltipla sensorial aquela que apresenta deficiência visual ou auditiva, associada a outras condições de comportamento e comprometimentos, sejam elas na área física, intelectual ou emocional, e dificuldades de aprendizagem.” (MEC/SEESP/2006).

Necessidades básicas



                                                                            imagem.mirandalibrassemfronteiras.wee

Bosco (2010, pag 11) ressalta   a importância  de se favorecer o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa  com deficiência múltipla  ou com surdocegueira , pois  o corpo  é a realidade mais imediata do ser humano, a partir e por meio dele ,o homem descobre o mundo e a si mesmo. Para que se  auto perceba e perceba o mundo exterior  é  preciso  uma busca na na verticalidade, equilíbrio postural, articulação e harmonização dos movimentos, autonomia em deslocamentos e movimentos, aperfeiçoamento viso motora ,motora global e fina, e desenvolvimento da força muscular.
Para  Nunes (2002), as necessidades da pessoa com múltipla  deficiência podem ser agrupadas em três blocos:

Necessidades físicas e médicas, como por exemplo:
A mais freqüente causa da deficiência múltipla é a Paralisia Cerebral, que compromete a postura e a mobilidade. Os movimentos voluntários são limitados em termos qualitativos e quantitativos.
Limitações sensoriais (visual e auditiva)
Convulsões
Controle respiratório e pulmonar
Problemas com deglutição e mastigação
Saúde mais frágil com pouca resistência física
Necessidades emocionais de:
Afeto
Atenção
Oportunidades de interagir com o meio e com o outro
Desenvolver relações sociais e afetivas
Estabelecer uma relação de confiança

Necessidades educativas devido a:
Limitações no acesso ao ambiente
Dificuldades em dirigir atenção para estímulos relevantes
Dificuldades na interpretação da informação
Dificuldades na generalização 

Estratégias utilizadas para  aquisição de comunicação

                                                                           imagem.elaineaee.blogspot.com

Todas as pessoas  se comunicam, ainda que em diferentes níveis de simbolização e com formas de comunicação diversas; assim, considera-se que qualquer comportamento poderá ser uma tentativa de comunicação.”(Bosco pag. 11)
Segundo SERPA(2002) nas crianças com surdocegueira e com deficiência múltipla,a COMUNCIAÇÃO é o aspecto mais importante e, por isto, deve-se focar nele toda a atenção na implementação do programa educacional/terapêutico, já que é o ponto de partida para chegar a qualquer aprendizagem.
Conforme ICONOMIDIS(2010), para que a comunicação ocorra são necessários quatro elementos: o emissor ou locutor; o receptor; o tópico; o meio de expressá-lo.
A Comunicação alternativa e aumentativa refere-se a sistemas usados para dar suporte às habilidades comunicativas do indivíduo cuja fala esteja temporariamente ou permanentemente inadequada para suprir as necessidades comunicativas do mesmo. Muitos indivíduos múltiplos deficientes usam um pouco de fala, vocalizações ou sons e gestos ou comportamentos para se comunicar, mas não de maneira efetiva, por isso se beneficiarão de um sistema alternativo e aumentativo de comunicação. Abaixo segue os estágio de comunicação segundo a autora:

v  Pré-simbólico e Pré-intencional: trata-se da comunicação num estágio de reflexo na qual a pessoa não está ciente de seu próprio corpo e nem de que suas ações tem um efeito nas pessoas ou no meio.  A comunicação pré-simbólica inclui chorar,empurrar, fazer birra, apontar, olhar,balançar a cabeça, expressões corporaris e faciais, vocalizações,etc.
v  Pré-simbólico e Intencional: quando a pessoa percebe que suas ações influenciam o meio e os outros. Mas sua intenção não é de se comunicar com o outro, mas de que algo prazeroso aconteça ou volte a acontecer. 
v  Simbólico: o primeiro passo em direção ao simbolismo são os gestos de apontar. Quanto maior for o distanciamento entre referente e referido maior o nível simbólico de comunicação. Simbolismo é quando se começa a nomear as coisas. Nomear algo é ter a capacidade de manter em mente a relação objeto real e o que o representa . Esta comunicação inclui fala,língua de sinais,escrita, Braille, etc.

v  Símbolos e gestos: Os gestos se limitam ao aqui e agora podendo apenas se referir ao que está fisicamente presente. Com símbolos é possível comunicar sobre coisas, lugares, pessoas e conceitos que não estão fisicamente presentes.

Símbolos Tangíveis
                    
Símbolos tangíveis são objetos ou figuras que vão no lugar de, ou representam algo sobre o qual queremos comunicar, podem ser  de três dimensões (objetos) ou de duas dimensões (figuras). São permanentes e não precisam ser buscados na memória, podem ser manipulados tanto pelo usuário como para o parceiro de comunicação.(objetos completos, partes de objetos, objetos associados, texturas ou formas, desenhos, fotografias)

São fundamentos sociais da comunicação o aprendizado em diferenciar-se das outras pessoas e as pessoas dos objetos, ligar-se com outras pessoas e a compreensão de outras pessoas como agentes sociais.
 Conforme  ROWLAND Charty e SCHWEIGERT Philip(2013) três aspectos devem     estar colocadas a fim de que a comunicação possa acontecer:
um transmissor e um receptor
um meio de expressão (movimento corporal, som/voz, palavras, sinais, etc..)
tema (algo que a pessoa tome como tema sobre o qual se comunicar)

Para se introduzir um sistema de comunicação simbólico é necessário ter comunicação intencional com outra pessoa, estímulos e oportunidades de aprendizagem repetitivas, motivação e descoberta de interesses  para avançar etapas de comunicação.
“O item deve ser fisicamente tangível, bem como conceitualmente tangível para o USUÁRIO INDIVIDUAL (olho de quem olha) – isso significa que os objetos devem ser baseados nas capacidades sensoriais da pessoa, entendimento conceitual da experiência associado com o objeto. Precisamos entender a perspectiva da pessoa do objeto selecionado e não baseá-lo na perspectiva do adulto.”(Rowland 2013,pag.8)

  

Referências:
Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010). Capítulo 4 - A escola comum e o aluno com surdocegueira. Capítulo 5 - Deslocamento em trajetos. Capítulo 6 - Pessoa com surdocegueira.BOSCO,
ROWLAND Charity e SCHWEIGERT Philip - Soluções Tangíveis para Indivíduos Com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeo. Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia - 2013.
         IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”,2010 sem publicar.
SERPA, Ximena Fonegra, Comunicação para Pessoas com Surdocegueira. Tradução do livro Comunicacion para Persona Sordociegas, INSOR-Colômbia 2002.







sexta-feira, 7 de março de 2014

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ

                                                            Imagem-mãosemovimento.blogspost.com.br/p/fotos,figuras.html



Reflexões sobre a escolarização de pessoas com surdez são frequentes, professores, estudiosos, estudantes oralistas e com surdez reivindicam melhoras nas estratégias de ensino que favoreçam o desenvolvimento e melhoras no processo educacional. A escola, tem um papel muito importante na inclusão desses cidadãos na sociedade, mas ainda falta muito para que estes tenham seus direitos respeitados, pois a cada dia são submetidos a modelos conservadores que pouco contemplam as diferenças, as abordagens oralista e comunicação total  são   presentes em muitas instituições.
Diante de muitas lutas, concepções diferentes vêm ganhando destaque, como o direito de frequentar a escola comum assegurado pela política de Educação Especial em Perspectiva da Educação Inclusiva, o Atendimento Educacional Especializado, e o reconhecimento da Língua de Sinais como materna. Aos poucos junto a esses direitos adquiridos, visando capacitar  a pessoa  com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social, a de  sinais e a da comunidade ouvinte, começa a se fazer presente a abordagem bilíngue. Esta concepção tem demonstrado corresponder a necessidade dos alunos com surdez, por respeitar a língua natural e propiciar um ambiente  favorável a aprendizagem escolar, porém nos deparamos com muitas falhas nas práticas pedagógicas.
 Segundo Damázio (2007, p. 21):

As práticas pedagógicas constituem o maior problema na escolarização das pessoas com surdez. Torna-se urgente, repensar essas práticas para que os alunos com surdez, não acreditem que suas dificuldades para o domínio da leitura e da escrita são advindas dos limites que a surdez lhes impõe, mas principalmente pelas metodologias adotadas para ensiná-los.

Reivindicações tem levado a novas ações, ações estas, que muitas vezes não são tão positivas,  pois muitos apenas ”matriculam estes educandos” por mero cumprimento da lei, deixando pra trás de fato a inclusão  do aluno no meio social, onde ele possa ter a liberdade de expressão, de absorver e compartilhar  conhecimentos. A chegada de pessoas com surdez na escola regular ainda provoca muita inquietação, a primeira atitude de muitos, sem mesmo tentar conhecer o educando, é a negação por não saber lidar com a situação, por não saber Libras,e aí começam as buscas de  um intérprete e ou outros profissionais, porém há pouca  inquietação para mudanças nas práticas pedagógicas.
De acordo com Damázio (2010, p. 8):

...Torna-se urgente  repensar a educação escolar dos alunos com surdez, tirando o foco do confronto do uso desta ou daquela língua e buscar redimensionar a discussão acerca do fracasso escolar, situando-o no debate atual acerca da qualidade da educação escolar e das práticas pedagógicas. É preciso construir um campo de comunicação  e de interação amplos, possibilitando que a língua de sinais e a língua portuguesa, preferencialmente a escrita, tenham lugares de destaque na escolarização dos alunos com surdez, mas que não sejam o centro de todo o processo educacional.

 Uma educação igualitária que vise o reconhecimento e valorização das diferenças, que beneficie tanto quem tem uma necessidade específica como também quem não tem, requer melhoras nas metodologias de ensino. Fazer a verdadeira inclusão de pessoas com surdez acontecer vai além  de se pensar apenas em pequenas adaptações, o fazer é bem mais intenso, não é só com um interprete, um aluno e ou um professor dominando a língua de sinais. É importante que este ambiente veja e respeite este aluno na sua singularidade ofertando práticas pedagógicas de qualidade, refletindo a desconstrução de modelos cultural social.

REFERÊNCIAS:


DAMÁZIO, Mirlene F. M. Tendências Subjacentes à Educação das Pessoas com Surdez. In: Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com surdez. Curitiba: CROMOS, 2007. p. 19-21.
DAMÁZIO, Mirlene F. M., ALVES, Carla B. e FERREIRA, Josimário de P. Educação Escolar de Pessoas com Surdez In AEE: Fascículo 04: Abordagem Bilíngue na Escolarização de Pessoas com Surdez. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2010. p.07-09. 
KOSLOWSKI, L. A Proposta bilíngüe de educação do surdo. Revista Espaço. Rio de Janeiro: INES, nº10, p.47-53, dezembro, 1998.
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar Inclusiva das Pessoas com Surdez na Escola Comum: Questões Polêmicas e Avanços Contemporâneos. In: II Seminário Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, 2005, Brasília. Anais... Brasília: MEC, SEESP, 2005.  p.108 – 121.
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.
DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 4. São Paulo: Moderna, 2010.